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Satsuriku no Tenshi | Manga review

Status: em andamento
Volumes: 6 (atualmente)
Autor: Makoto Sanada
Arte: Naduka Kudan 
Sinopse:  Rachel é uma garota de 13 anos que acorda no subterrâneo de um prédio abandonado. Na esperança de encontrar alguma pista, ela começa a vagar. Confusa e sem memórias, não sabendo como chegou naquele lugar ou onde está, ela encontra Zack, que tenta a matar.
Surge um vinculo estranho entre eles, alimentado por promessas ainda mais estranhas. Os dois não fazem ideia de que local é aquele ou como foram parar ali, mas com o tempo resolvem trabalhar juntos para encontrar uma saída daquele lugar.
゜・。。・゜゜・。。・゜★
Uma coisa que considero muito importante na hora de avaliar Satsuriku no Tenshi é lembrar que ele é baseado num jogo. Sendo assim, também há impacto pela trilha sonora que se faz muito marcante durante seu todo. Enquanto um manga, não há trilha sonora, o que, por um lado, até ajuda a ser avaliado. Estou falando isso pois há momentos que eu critico bastante, achando muito exagerado, um momento que queria ser considerado impactante, enquanto não tem o necessário para ser. Esses mesmos momentos, no jogo, conseguiram cumprir seu papel graças à trilha sonora. Removendo esse único fator, podem acabar ocorrendo cenas excessivamente exageradas, ou simplesmente desnecessárias. Mesmo assim, algumas partes são verdadeiramente impactantes e quase impossíveis de esquecer, mexendo conosco e nos deixando ansiosos para o que acontecerá depois.
Se mantendo no assunto dos exageros, podemos citar alguns aplicados em expressões, que chegam a me incomodar bastante. O jogo quase não tem expressões, são todas muito parecidas, e há um grande avanço nisso no manga. Mas, enquanto bem mais expressivos no manga, algumas vezes isso acaba soando trash, deixando algumas coisas mais óbvias do que deveria e mais desagradáveis visualmente.
(Sim, o Danny foi quem mais sofreu com isso)
Se citamos as expressões, por que não citar a arte? A arte é um ponto em Satsuriku que eu sou, realmente, muito fã. Naduka Kudan, também conhecido como Ninestep, tem uma arte bem marcante. Não é especialmente detalhada, ou simplesmente um ponto fora da curva, mas, na verdade, muito marcante. Seu modo de desenhar os olhos, de utilizar as cores(quando há) e seu modo de fazer cada mecha do cabelo bem separada uma da outra deixam uma marca em quem a observa melhor e percebe suas características, e passa a ser facilmente reconhecível.  Mas como nem tudo são flores, sinto que quando esse desenhista tenta fazer uma personagem feminina, acaba puxando demais para o estilo loli e deixa todas muito infantis. Não reclamo tanto disso em Satsuriku pois uma personagem específica conseguiu não ser tão afetada pelo estilo do Kudan, além de que a Rachel pode, sim, ser classificada como uma loli.
Indo para os personagens, apesar de serem personalidades que já conhecemos e não saírem tanto do padrão, eles acabam nos conquistando com o tempo: dificilmente você vai sair do manga não gostando de nenhum deles. Nem tudo que é clichê é ruim, eles nos divertem e estão sendo trabalhados, podendo ter um bom desenvolvimento.  Além disso, é possível ver a evolução de sua relação e, na verdade, é assim que eu diria que a obra é dividida. O jogo possui 4 capítulos: O primeiro capítulo vai do B6 até o fim do B4, o segundo é sobre o B3, o terceiro é sobre o B2 e o quarto sobre o B1. Por que estou falando isso, se a review é sobre o manga? Porque isso me ajudará a ilustrar meu ponto de vista. Por que não fazer um capítulo por andar? Pois os capítulos estão divididos em relação ao avanço da relação deles. O primeiro é onde se conhecem e estabelecem sua relação, o segundo onde ela é desenvolvida e a confiança cresce, o terceiro onde é posta a prova e o quarto, bem, não darei spoilers, pois o manga ainda não chegou nessa parte.
Agora finalmente indo para a história, diria que ela é simples e funcional. Pessoas tentando escapar de um local misterioso enquanto perseguidas não nos é novidade, já vimos isso em diversas obras, mas, mesmo assim, funciona. Não veremos grandes revoluções, ou coisas incríveis, mas sim uma história divertida, com locais e personagens excêntricos. Há, sim, mistérios que nos levarão para o próximo capitulo, assim como situações marcantes que nos deixarão tensos, mas mesmo assim, se mantém simples. Não vejo absolutamente nenhum defeito no fato de a história ser simples, por mim, antes simples do que uma tentativa de fazer algo revolucionário e acabar saindo mal feito. Vale lembrar que com o uso da palavra "simples", não estou querendo dizer "clichê", mas sim algo que não é difícil de entender e nem recheada de plot twists.
Em termos de adaptação, o manga vem fazendo um bom trabalho, conseguindo por a maior parte dos sentimentos do jogo e ainda o amplificar em algumas partes, deixando o que era para ser cômico mais cômico, ou o que era para ser tenso mais tenso. Claro, nem sempre isso dará certo, já que no jogo você tem que se virar para sobreviver em alguns momentos, coisa que não tem como acontecer no formato manga, onde essas cenas acabam ficando muito aceleradas e perdem parte do impacto.
Se fosse para reclamar de algo, o foco ficaria na adição de flashbacks, flashbacks esses na sua maioria desnecessários e fillers. No jogo não há nenhum dos flashbacks dentre os até agora presentes no manga, apenas um perto do final, um realmente necessário. O passado do Zack e dos outros assassinos, nada disso teve direito a flashback no jogo. Se fossem boas adições, não reclamaria, o próprio flashback do Zack, Danny e do Eddie não são muito longos e não atrapalham, o problema é que não se faziam necessários. Não faria diferença saber ou não o passado do Eddie ou da Cathy, enquanto o do Zack já havia sido explicado, mesmo que não diretamente(pelo menos no jogo, no manga não me recordo, mas provavelmente não alteraram isso). Mas, para mim, o da Cathy foi a pior adição, não nos mostrando nada novo, sendo longo e dando foco a uma personagem presente apenas no spin off. Esse flashback estava presente muito mais para explicar essa personagem do spin off do que a Cathy, então, por que não o incluir no spin off ao invés do manga principal? Não vejo lógica nessa decisão, assim como não vejo lógica em adicionar esses flashbacks, sendo mais um fanservice para quem jogou o jogo do que real conteúdo. Dentre eles, o único que salvo é o do Danny. O jogo não o mostrou, apenas comentou. Esse, diferentemente dos outros, fez alguma diferença ser mostrado. Mesmo assim, acho que deviam ter segurado para mostrar mais à frente, assim como no jogo.
No fim, é uma história divertida, com personagens marcantes e que acabam nos ganhando, uma arte interessante, uma ótima química entre os protagonistas, mistérios interessantes e uma história simples. Por esses motivos recomendo muito Satsuriku no Tenshi e, por esses mesmos motivos, é um dos meus mangas favoritos.

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